04/13/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/13/2026 10:26
O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças considerou, na sexta-feira, 10 de abril, que a rota internacional Praia-Recife-Praia representa uma oportunidade para Cabo Verde e apelou à sustentabilidade desta ligação.
Ao presidir ao ato de lançamento oficial da nova rota internacional, na cidade da Praia, Olavo Correia afirmou que, qualquer rota, sobretudo esta para o Brasil, que liga Cabo Verde ao mundo e a novas oportunidades, é sempre bem-vinda, considerando que Cabo Verde é um pequeno país insular arquipelágico que tem na sua abertura e ligação ao mundo a sua fonte de riqueza e de desenvolvimento.
"A rota tem de ser sustentável, tem de pagar a si própria e tem de criar valor para o nosso país e para a empresa. Por isso, deixo um apelo a todo o staff da empresa e a todos os stakeholders que fazem parte do setor da aviação civil em Cabo Verde, para que contribuam para que esta rota seja sustentável e para que possamos fazer a ponte entre o presente e o futuro", considerou.
O governante destacou a necessidade de alinhar sempre as ambições com as ações, sublinhando que Cabo Verde conseguiu, em 2025, atingir a fasquia dos 1,2 milhões de turistas e que o país tem agora a meta de alcançar 1,5 milhões de turistas, acrescentando ainda que Cabo Verde cresceu, em 2025, acima de 7% no último trimestre e acima de 6% no conjunto do ano.
"Se hoje crescemos a um ritmo de cerca de 6% ao ano, apesar dos desafios que ainda temos ao nível da burocracia, da conectividade, do aumento de negócios e do clima de investimento, estou convicto de que, se continuarmos a reformar e se cada um der o seu contributo, Cabo Verde poderá rapidamente atingir um crescimento na ordem dos dois dígitos, o que nos permitirá, na próxima década, ser um país de rendimento alto e um país desenvolvido", afirmou.
O Ministro referiu que a obrigação de Cabo Verde, enquanto nação e enquanto governo, é procurar estar sempre com os melhores, no plano interno e no plano externo, exemplificando com a concessão dos aeroportos à Vinci e a seleção da empresa Swissport International AG como parceiro estratégico para a privatização da Cabo Verde Handling, S.A.
"Temos de procurar alinhar a urgência, a velocidade e a escala com a burocracia. Infelizmente, ainda temos um país onde impera muita burocracia, mas, se queremos crescer mais e enfrentar desafios exigentes ao nível do combate à pobreza, do crescimento económico e da criação de melhores condições de vida para os nossos concidadãos, temos de ter um país com uma burocracia mínima", indicou.
Olavo Correia sublinhou, também, a necessidade de fazer a ponte entre o público e o privado, justificando que o setor público cria as condições e o ambiente, mas é o setor privado que empreende, cria valor, empregos e riqueza, fazendo o país avançar.
"Por último, temos de fazer a transição da atual governação analógica, ainda ancorada em silos, departamentos e estruturas, para uma governação mais digital, mais interoperável e mais sinergética, porque só assim o país conseguirá avançar", concluiu.
Por sua vez, o Embaixador do Brasil em Cabo Verde, Alexandre Silva, demonstrou a sua satisfação com a retoma das ligações aéreas entre os dois países, destacando o potencial para aproximar ainda mais as duas nações, unidas por laços culturais, históricos e políticos.
Segundo a administração da Cabo Verde Airlines (CVA), esta nova ligação aérea representa um marco estratégico para o país, com impacto ao nível da conectividade internacional, do turismo, dos negócios e do reforço das ligações com a diáspora.
Durante o evento, que contou com a presença de membros do Governo, diversas entidades institucionais e parceiros do setor, foram partilhados mais detalhes sobre a operação, incluindo frequências, perspetivas de crescimento da nova rota e a informação de que o início dos voos está previsto para o dia 6 de maio.