WHO - World Health Organization Regional Office for Africa

08/22/2026 | Press release | Archived content

Ministros da Saúde africanos e parceiros concordam em acelerar a eliminação de múltiplas doenças

Adis Abeba - Os ministros da saúde africanos, os parceiros de desenvolvimento, os chefes da União Africana e as instituições regionais de saúde concordaram hoje numa agenda continental renovada para acelerar a eliminação de múltiplas doenças na Região, comprometendo-se a garantir que a eliminação das doenças continue a ser uma prioridade numa agenda mais ampla da saúde e do desenvolvimento.

Reunidos durante um evento paralelo ministerial de alto nível realizado à margem da septuagésima sexta sessão do Comité Regional da OMS para a África, os líderes do setor da saúde aprovaram igualmente o Apelo à Ação de Adis Abeba para a proteção e a aceleração da eliminação de múltiplas doenças em África, que visa reforçar a apropriação nacional, aumentar os investimentos internos no setor da saúde e fortalecer a resiliência dos sistemas de saúde, para que sejam capazes de responder a múltiplos desafios de saúde pública.

Esta reunião decorre numa altura em que a Região está a alcançar progressos significativos na eliminação e no controlo das doenças que há muito sobrecarregam as comunidades. Na última década, por exemplo, registaram-se progressos significativos na eliminação das doenças tropicais negligenciadas. A lepra foi quase completamente eliminada como problema de saúde pública na Região, com apenas um país ainda por atingir a meta de eliminação. Além disso, até à data, 41 países africanos foram certificados como livres da dracunculose, uma infecção parasitária debilitante. Só em 2025, o Burundi, a Mauritânia e o Senegal eliminaram o tracoma; o Níger tornou-se o primeiro país africano a eliminar a oncocercose; e a Guiné e o Quénia eliminaram a doença do sono. Em outras áreas de doenças, o Botsuana alcançou o estatuto de escalão de excelência na Via para a Eliminação da Transmissão Vertical do VIH enquanto problema de saúde pública, e Cabo Verde, Maurícia e Seicheles eliminaram o sarampo e a rubéola.

"Enquanto Região, demos grandes passos no sentido da eliminação de múltiplas doenças", afirmou o Dr. Mohamed Janabi, Director Regional da OMS para a África. "Estas realizações realçam o impacto de um compromisso político sustentado, de sistemas de saúde robustos e de parcerias eficazes. O que precisamos agora é de manter estas conquistas, investir mais e avançar".

O Apelo à Ação de Adis Abeba destacou a necessidade de ir além das intervenções específicas para cada doença, adotando abordagens integradas que reforcem os cuidados de saúde primários e promovam soluções intersetoriais que beneficiem simultaneamente vários programas de controlo de doenças.

Os parceiros reafirmaram o seu empenho em apoiar os esforços de eliminação liderados pelos países e sublinharam a necessidade de uma colaboração contínua para garantir que as realizações recentes sejam mantidas e alargadas por forma a beneficiar mais comunidades em toda a Região.

Apesar destes avanços, os participantes reconheceram os desafios persistentes, incluindo as restrições de financiamento, a integração limitada dos programas de doenças nos sistemas nacionais de saúde, a fraca capacidade de diagnóstico e de gestão de dados, e a insegurança em alguns países. Estes desafios, observaram, podem inverter os ganhos arduamente conquistados se não forem enfrentados por meio de uma ação coordenada e de um investimento sustentado.

A OMS reafirmou o seu compromisso em trabalhar com os Estados-Membros, o Centro Africano de Prevenção e Controlo de Doenças e os parceiros para prestar apoio técnico, facilitar as parcerias e monitorizar os progressos rumo às metas de eliminação.

"O apelo à ação desta reunião reflecte a determinação coletiva da Região para proteger os ganhos arduamente conquistados e garantir que os esforços de eliminação permaneçam uma prioridade", afirmou o Coronel-Major Dr. Garba Hakimi, Ministro da Saúde Pública, População e Assuntos Sociais do Níger. "Ao reforçarmos a liderança nacional e investirmos em sistemas de saúde resilientes, podemos acelerar os progressos e melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas em toda a Região.

WHO - World Health Organization Regional Office for Africa published this content on August 22, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on August 27, 2026 at 04:20 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]