Federal Government of Brazil

01/15/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/15/2026 09:26

Acordo Mercosul-União Europeia fortalece agronegócio e indústria, afirma Alckmin. 'É emprego na veia'

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressalta a importância da histórica aprovação, por maioria qualificada dos Estados-membros da União Europeia, do Acordo de Parceria entre o Mercosul e o bloco europeu. "É o maior acordo entre blocos do mundo: envolve 720 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares de mercado (PIB somado das nações). Comércio exterior hoje é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, fecham", afirmou Alckmin, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (15/1).

A decisão do Conselho Europeu ocorre após mais de 25 anos do início das negociações e ganhou força no ano passado, com o Brasil liderando as tratativas durante a presidência pro tempore do Mercosul, encerrada no final de dezembro de 2025, quando o Paraguai assumiu essa função. A aprovação do acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta e consolida a integração entre dois dos maiores blocos econômicos globais.

O acordo reafirma o papel do Brasil na defesa do diálogo, da cooperação internacional e do fortalecimento do comércio global.

No ano passado, o presidente do Mercosul foi o presidente do Brasil, o presidente Lula. Foi ele quem fez todo o trabalho. Sua liderança e a sua perseverança foram fundamentais para um acordo que há 25 anos é trabalhado, mas nunca saía", destacou Alckmin.

"Nós estamos falando dos nossos países aqui do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, e está entrando no Mercosul a Bolívia. São cinco países aqui no Mercosul mais a União Europeia, com 27 países, alguns dos mais ricos do mundo. Isso significa comércio. Nós vamos vender mais para eles. O acordo zera a tarifa. Você tem livre comércio, mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles. Com isso, quem ganha é a sociedade", prosseguiu o vice-presidente.

Geraldo Alckmin explicou como funciona um acordo de livre comércio. "Se eu fabrico pão, basta eu vender aqui dentro. Agora, se eu fabrico avião, o mercado interno é insuficiente, eu não tenho escala. A Embraer é hoje a terceira maior indústria do mundo porque exporta para os cinco continentes. Esse acordo vai trazer mais emprego, trazer mais renda, fortalecer o agronegócio, a indústria, e consequentemente os serviços e investimentos recíprocos. Mais europeus vão investir no Brasil e também nós vamos investir na Europa".

Multilateralismo

O vice-presidente frisou que, em um momento de preocupação no atual cenário global, o acordo entre os dois blocos envia uma importante mensagem para o mundo. "Num momento de instabilidade política, de geopolítica com guerras em vários lugares, de protecionismo exacerbado, você dá um exemplo que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre comércio. Eu acho que extrapola até o Mercosul e a União Europeia. É uma mensagem muito positiva para o comércio internacional. O comércio aproxima os povos, ele aproxima as culturas, ele promove paz, o turismo, você conhece novas civilizações, você aproxima as nações", ressaltou.

SUSTENTABILIDADE - Outro ponto destacado por Geraldo Alckmin sobre o acordo é a importância que ele dá à sustentabilidade. "Você tem que reduzir emissões de gás de efeito estufa. O Brasil tem compromisso com a preservação da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, e com a COP30 nós tivemos o TFFF, que é para recomposição de floresta, um fundo de investimento importante. O acordo Mercosul-União Europeia desburocratiza, promove exportações recíprocas maiores. Ele atrai investimento e traz sustentabilidade, porque o Brasil assumiu compromissos com a desfossilização. O acordo confirma e fortalece os compromissos do Brasil com a sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas. É dever de todos nós diminuirmos as emissões para reduzirmos o aquecimento do planeta e o Brasil cumpre o seu compromisso".

PRODUTOS - Indagado como o acordo impacta o Brasil na questão dos produtos que poderão ser vendidos e comprados, Geraldo Alckmin foi didático na resposta.

No agro, nós vamos poder exportar praticamente quase tudo. O agro vai ter aí um universo de 27 países, dos mais ricos do mundo, para poder vender o seu produto. E para a indústria também, porque a União Europeia é o segundo comprador da indústria brasileira", explicou Ackmin.

"O primeiro é os Estados Unidos, o segundo é a União Europeia. O Brasil tem 2% do PIB do mundo. Então, 98% do comércio está fora do Brasil. É fundamental a gente exportar e importar."

Próximos passos

Segundo o vice-presidente, a expectativa é de que o acordo Mercosul-União Europeia seja assinado no próximo sábado (17/1), no Paraguai. "Assinado, o Parlamento Europeu aprova a sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí ele entra imediatamente em vigência".

O BRASIL E O Mercosul - Geraldo Alckmin lembrou ainda que, sob a liderança do presidente Lula, o Mercosul avançou após um longo período de estagnação. "O Mercosul estava meio parado. O último acordo tinha sido em 2011, com a Palestina. Agora, com o presidente Lula na liderança, nós tivemos, em 2023, o Mercosul-Singapura. No ano passado, o Mercosul-EFTA. O EFTA são os quatro países de maior renda per capita do mundo: Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. Já está entabulado o Mercosul-EUA. Estamos trabalhando com o Canadá, com o México. Com a Índia não é livre comércio, são preferências tarifárias. Hoje, são muito poucas as linhas de preferência tarifárias. Imagine fazer um acordo desse. A Índia tem 1,4 bilhão de pessoas que ela precisa comprar. É impressionante. Então, abre um mercado extraordinário".

ESTADOS UNIDOS - Sobre a questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Geraldo Alckmin explicou que o Brasil segue com as negociações para retirar as taxações que ainda persistem. "Na primeira ordem executiva, quando saiu o tarifaço, 37% dos produtos estavam na tarifa de 10% mais 40%. Reduzimos para 36%, para 34%, para 33%, para 22%, hoje está em 19%. E nós vamos trabalhar para reduzir a alíquota e para excluir mais produtos. Na última negociação, saiu o café, a carne, saíram frutas. Já tinha saído, na anterior, suco de laranja, avião, determinados produtos de madeira. Estamos trabalhando para reduzir ainda mais. O que nós queremos é um ganha-ganha. A gente tem muita possibilidade de parceria para poder avançar ainda mais".

QUEM PARTICIPOU - O Bom Dia, Ministro é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Bandeirantes de São Paulo; Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS); Portal Primeira Página, de Cuiabá (MT); Rádio Jornal, de Recife (PE); Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG); Rádio Marajoara, de Belém (PA); Portal o Dia, do Rio de Janeiro (RJ).

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