09/05/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/05/2026 09:13
O que se passa com a Volkswagen?
05/09/2026 15:00
O presidente executivo do grupo Volkswagen disse, no final de agosto, que a situação atual da empresa é "mais do que crítica" e enfrenta, com a restante indústria automóvel alemã, "a maior transformação da história". O grupo continua a ser o segundo maior à escala global. Contudo, apesar de ter entregado cerca de nove milhões de automóveis em 2025, o resultado operacional caiu para metade, chegando aos 6,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde o escândalo Dieselgate, em 2016. Já este ano, a situação não mostra sinais de esperança e, no primeiro semestre, os lucros líquidos caíram 30,7%. Há vários fatores que explicam esta crise. Por um lado, a Volkswagen enfrenta a concorrência dos fabricantes chineses, sobretudo nos veículos elétricos. Por outro lado, pesam os custos de produção elevados na Alemanha, nomeadamente os custos da energia e da mão-de-obra. A somar a isto, temos um contexto internacional adverso, com o CEO Oliver Blume a apontar as tarifas norte-americanas, a guerra no Médio Oriente e as barreiras regulatórias como os grandes desafios do grupo Volkswagen neste momento. Há ainda a questão da transição, que tem sido lenta, para o carro elétrico, o que levou a empresa a investir em simultâneo em várias frentes: motores de combustão, híbridos, elétricos e software. Para fazer face a todos estes problemas, o conselho de supervisão da Volkswagen aprovou o plano de reestruturação da empresa, o chamado "Plano Futuro 2030". Este prevê o corte de mais 50.000 postos de trabalho, o que coloca o total em 100.000, se contarmos também as rescisões que já tinham sido anunciadas. Atualmente, o grupo emprega 628.893 pessoas em todo o mundo. A empresa vai ainda reduzir a gama de automóveis em 50% até 2035, diminuir a complexidade da oferta em 75% e deverá mesmo encerrar quatro fábricas na Alemanha. O objetivo, com esta reestruturação, é atingir uma margem operacional de 9% até 2030, o que corresponde a um resultado operacional de 31 mil milhões de euros. E a Autoeuropa? Em Portugal, não existem, pelo menos para já, sinais de que a vaga de despedimentos chegue à Autoeuropa. A fabricante alemã disse ao Negócios que todas as fábricas do grupo estão em análise, mas a Autoeuropa deve escapar, graças ao novo elétrico e ao T-Roc híbrido. Aliás, a fábrica portuguesa aproveitou a paragem no verão para adiantar a preparação para começar a produzir o primeiro modelo elétrico.
O presidente executivo do grupo Volkswagen disse, no final de agosto, que a situação atual da empresa é "mais do que crítica" e enfrenta, com a restante indústria automóvel alemã, "a maior transformação da história". O grupo continua a ser o segundo maior à escala global. Contudo, apesar de ter entregado cerca de nove milhões de automóveis em 2025, o resultado operacional caiu para metade, chegando aos 6,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde o escândalo Dieselgate, em 2016. Já este ano, a situação não mostra sinais de esperança e, no primeiro semestre, os lucros líquidos caíram 30,7%. Há vários fatores que explicam esta crise. Por um lado, a Volkswagen enfrenta a concorrência dos fabricantes chineses, sobretudo nos veículos elétricos. Por outro lado, pesam os custos de produção elevados na Alemanha, nomeadamente os custos da energia e da mão-de-obra. A somar a isto, temos um contexto internacional adverso, com o CEO Oliver Blume a apontar as tarifas norte-americanas, a guerra no Médio Oriente e as barreiras regulatórias como os grandes desafios do grupo Volkswagen neste momento. Há ainda a questão da transição, que tem sido lenta, para o carro elétrico, o que levou a empresa a investir em simultâneo em várias frentes: motores de combustão, híbridos, elétricos e software. Para fazer face a todos estes problemas, o conselho de supervisão da Volkswagen aprovou o plano de reestruturação da empresa, o chamado "Plano Futuro 2030". Este prevê o corte de mais 50.000 postos de trabalho, o que coloca o total em 100.000, se contarmos também as rescisões que já tinham sido anunciadas. Atualmente, o grupo emprega 628.893 pessoas em todo o mundo. A empresa vai ainda reduzir a gama de automóveis em 50% até 2035, diminuir a complexidade da oferta em 75% e deverá mesmo encerrar quatro fábricas na Alemanha. O objetivo, com esta reestruturação, é atingir uma margem operacional de 9% até 2030, o que corresponde a um resultado operacional de 31 mil milhões de euros. E a Autoeuropa? Em Portugal, não existem, pelo menos para já, sinais de que a vaga de despedimentos chegue à Autoeuropa. A fabricante alemã disse ao Negócios que todas as fábricas do grupo estão em análise, mas a Autoeuropa deve escapar, graças ao novo elétrico e ao T-Roc híbrido. Aliás, a fábrica portuguesa aproveitou a paragem no verão para adiantar a preparação para começar a produzir o primeiro modelo elétrico.