07/22/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/22/2026 10:34
Atividade da Comissão Liquidatária do BPP foi um "absurdo", diz associação Privado Clientes
22/07/2026 16:15
O presidente da associação Privado Clientes, que junta lesados do BPP, considerou esta quarta-feira "um absurdo" que em 16 anos a Comissão Liquidatária não tenha resolvido a liquidação de um "banco pequeno".Em declarações à Lusa, a propósito da dissolução desta comissão, determinada pelo Tribunal do Comércio, Jaime Antunes apontou que "o tempo recorrido é perfeitamente absurdo, um tempo de 16 anos para liquidar um banco pequeno, um banco mínimo", salientou.O dirigente realçou "os custos que a Comissão Liquidatária tem vindo a ter", de cerca de quatro milhões de euros por ano, "entre custos de funcionamento e subcontratação de serviços".Segundo Jaime Antunes, em 16 anos são "60 e tal milhões de euros que os credores já pagaram para o funcionamento da Comissão Liquidatária", sendo que agora o Banco de Portugal, com este argumento, sugeriu ao Tribunal de Comércio que passasse a ser "um liquidador único".No entanto, indicou, "o ridículo da história é que nomeiam como liquidador exatamente o Presidente da Comissão Liquidatária, ou seja, a pessoa principal responsável, porque se tenha arrastado o tempo que se arrastou".O presidente da Privado Clientes realçou ainda que o Estado no BPP "não perde dinheiro nenhum", por ser credor garantido.Entretanto, foi anunciada "uma lista para pagar no futuro, não sabemos ainda quando é que eles vão pagar, porque não dizem, 8,4% dos créditos reclamados pelos diferentes clientes", indicou, apontando que "é muito pouco"."A Comissão Liquidatária andou a gastar o dinheiro da massa insolvente", disse, lembrando que neste momento "continua a ter 22 trabalhadores 'full-time', que é uma coisa verdadeiramente inacreditável".O Tribunal de Comércio decidiu dissolver a Comissão Liquidatária do BPP e substituí-la por um Liquidatário Judicial, Manuel Mendes Paulo, que é o atual presidente da Comissão Liquidatária.Segundo a decisão a que a Lusa teve acesso, "o Banco de Portugal veio pronunciar-se no sentido de a Comissão Liquidatária ser substituída por um Liquidatário Judicial" e indicou para o cargo Manuel Mendes Paulo, atual presidente da Comissão Liquidatária, com uma remuneração de 6.000 euros brutos por mês (em 14 meses).O tribunal decidiu, perante os fundamentos apresentados pelo banco central, "designadamente o estado dos autos e o trabalho ainda a desenvolver", que a partir de 01 de setembro será substituída a Comissão Liquidatária por um Liquidatário Judicial, nomeando Manuel Mendes Paulo.O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, começou com a crise financeira de 2008 e culminou em 2010. Apesar da sua pequena dimensão, a falência do BPP lesou milhares de clientes e o Estado, aumentando riscos de contágio ao restante sistema quando se vivia uma crise financeira.O fundador e antigo presidente do BPP, João Rendeiro, e outros ex-administradores do BPP foram acusados de crimes económico-financeiros ocorridos entre 2003 e 2008. João Rendeiro morreu em 12 de maio de 2022 numa prisão na África do Sul.Após o colapso do BPP, em 2010, foi criada uma Comissão Liquidatária nomeada pelo Banco de Portugal para gerir o processo de encerramento do banco (apurar património, cobrar créditos e pagar dívidas a credores).O fim decidido pelo tribunal significa que a Comissão Liquidatária deixa de existir ao fim de 16 anos.Nos últimos anos, os lesados privados do BPP têm estado em rutura com a Comissão Liquidatária, porque consideram que esta não faz devidamente o seu trabalho, arrasta o processo há anos, quer perpetuar-se nos cargos à custa dos credores e não é transparente, não prestando a informação devida.Acusam-na ainda de defender, sobretudo, os interesses do Estado, não tratando todos os credores por igual.Já a Comissão Liquidatária tem considerado as acusações da Privado Clientes infundadas e gratuitas e que mancham o bom nome dos seus membros. O presidente da associação Privado Clientes, que junta lesados do BPP, considerou esta quarta-feira "um absurdo" que em 16 anos a Comissão Liquidatária não tenha resolvido a liquidação de um "banco pequeno".Em declarações à Lusa, a propósito da dissolução desta comissão, determinada pelo Tribunal do Comércio, Jaime Antunes apontou que "o tempo recorrido é perfeitamente absurdo, um tempo de 16 anos para liquidar um banco pequeno, um banco mínimo", salientou.O dirigente realçou "os custos que a Comissão Liquidatária tem vindo a ter", de cerca de quatro milhões de euros por ano, "entre custos de funcionamento e subcontratação de serviços".Segundo Jaime Antunes, em 16 anos são "60 e tal milhões de euros que os credores já pagaram para o funcionamento da Comissão Liquidatária", sendo que agora o Banco de Portugal, com este argumento, sugeriu ao Tribunal de Comércio que passasse a ser "um liquidador único".No entanto, indicou, "o ridículo da história é que nomeiam como liquidador exatamente o Presidente da Comissão Liquidatária, ou seja, a pessoa principal responsável, porque se tenha arrastado o tempo que se arrastou".O presidente da Privado Clientes realçou ainda que o Estado no BPP "não perde dinheiro nenhum", por ser credor garantido.Entretanto, foi anunciada "uma lista para pagar no futuro, não sabemos ainda quando é que eles vão pagar, porque não dizem, 8,4% dos créditos reclamados pelos diferentes clientes", indicou, apontando que "é muito pouco"."A Comissão Liquidatária andou a gastar o dinheiro da massa insolvente", disse, lembrando que neste momento "continua a ter 22 trabalhadores 'full-time', que é uma coisa verdadeiramente inacreditável".O Tribunal de Comércio decidiu dissolver a Comissão Liquidatária do BPP e substituí-la por um Liquidatário Judicial, Manuel Mendes Paulo, que é o atual presidente da Comissão Liquidatária.Segundo a decisão a que a Lusa teve acesso, "o Banco de Portugal veio pronunciar-se no sentido de a Comissão Liquidatária ser substituída por um Liquidatário Judicial" e indicou para o cargo Manuel Mendes Paulo, atual presidente da Comissão Liquidatária, com uma remuneração de 6.000 euros brutos por mês (em 14 meses).O tribunal decidiu, perante os fundamentos apresentados pelo banco central, "designadamente o estado dos autos e o trabalho ainda a desenvolver", que a partir de 01 de setembro será substituída a Comissão Liquidatária por um Liquidatário Judicial, nomeando Manuel Mendes Paulo.O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, começou com a crise financeira de 2008 e culminou em 2010. Apesar da sua pequena dimensão, a falência do BPP lesou milhares de clientes e o Estado, aumentando riscos de contágio ao restante sistema quando se vivia uma crise financeira.O fundador e antigo presidente do BPP, João Rendeiro, e outros ex-administradores do BPP foram acusados de crimes económico-financeiros ocorridos entre 2003 e 2008. João Rendeiro morreu em 12 de maio de 2022 numa prisão na África do Sul.Após o colapso do BPP, em 2010, foi criada uma Comissão Liquidatária nomeada pelo Banco de Portugal para gerir o processo de encerramento do banco (apurar património, cobrar créditos e pagar dívidas a credores).O fim decidido pelo tribunal significa que a Comissão Liquidatária deixa de existir ao fim de 16 anos.Nos últimos anos, os lesados privados do BPP têm estado em rutura com a Comissão Liquidatária, porque consideram que esta não faz devidamente o seu trabalho, arrasta o processo há anos, quer perpetuar-se nos cargos à custa dos credores e não é transparente, não prestando a informação devida.Acusam-na ainda de defender, sobretudo, os interesses do Estado, não tratando todos os credores por igual.Já a Comissão Liquidatária tem considerado as acusações da Privado Clientes infundadas e gratuitas e que mancham o bom nome dos seus membros.