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07/01/2026 | Press release | Archived content

Evento aborda os próximos passos para implementação do mercado regulado de carbono no Brasil

01/07/2026

Evento aborda os próximos passos para implementação do mercado regulado de carbono no Brasil

Fórum realizado pela Vale, como representante da C.A.S.E., e pela IETA, em parceria com a B3, promoveu debate em torno da construção da infraestrutura do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e o papel do setor privado na implementação do novo mercado

Crédito: Cauê Diniz/B3

São Paulo, 1º de julho de 2026 - A implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) entrou definitivamente na pauta das discussões sobre competitividade, investimentos e desenvolvimento sustentável no Brasil. Esse foi o principal debate do evento realizado nesta terça-feira, 1º de julho, pela Vale, como representante da C.A.S.E. (Climate Action Solution & Engagement), e pela IETA, em parceria com a B3.

O encontro, na sede da bolsa do Brasil, reuniu representantes do governo federal, empresas, instituições financeiras e especialistas para discutir os próximos passos da regulamentação do mercado regulado de carbono brasileiro, com foco na construção da infraestrutura necessária para garantir integridade, rastreabilidade, transparência e segurança às futuras operações.

Na abertura do evento, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou o papel estratégico do SBCE dentro da política climática brasileira e reforçou que a implementação do sistema faz parte de uma agenda mais ampla de desenvolvimento sustentável, voltada à redução de emissões, à conservação ambiental e à atração de investimentos para a transição para uma economia de baixo carbono.

Ao longo dos três painéis, os especialistas apontaram que o desafio agora deixa de ser a criação do mercado regulado de carbono e passa a ser sua implementação prática. Entre os principais temas debatidos estiveram a construção de regras claras e previsíveis; o desenvolvimento de mecanismos robustos de monitoramento, relato e verificação (MRV); a integração entre mercados, o fortalecimento da infraestrutura de registro e negociação dos ativos ambientais e o alinhamento do modelo brasileiro às melhores práticas internacionais.

Outro consenso foi a necessidade de aproveitar estruturas já consolidadas no mercado financeiro brasileiro para dar suporte ao novo sistema, garantindo eficiência operacional, segurança tecnológica e credibilidade ao mercado desde sua implantação. Também foi ressaltada a importância de que a regulamentação seja construída de forma colaborativa entre governo e setor privado, assegurando competitividade para as empresas brasileiras e criando um ambiente capaz de atrair investimentos de longo prazo para projetos de descarbonização.

"O Brasil reúne condições únicas para liderar a economia de baixo carbono. Temos ativos ambientais estratégicos, uma matriz energética predominantemente renovável e experiência na operação deste mercado. O desenvolvimento do SBCE representa uma oportunidade de conectar essas vantagens a uma infraestrutura sólida, capaz de oferecer segurança, transparência e confiança para investidores e participantes do mercado. Na B3, acreditamos que podemos contribuir colocando nossa experiência em infraestrutura de mercado a serviço desse novo ecossistema e apoiando a construção de um mercado de carbono robusto, íntegro e alinhado às melhores práticas internacionais", afirma Ana Buchaim, VP de Sustentabilidade da B3.

Durante o encontro, também foi destacado a importância de se considerar a janela de oportunidade para o engajamento com o Artigo 6 do Acordo de Paris e do papel fundamental que o mercado regulado de carbono deve desempenhar na mobilização de recursos para acelerar a transição climática, estimular inovação, ampliar investimentos em tecnologias de baixo carbono e fortalecer soluções baseadas na natureza, contribuindo para o cumprimento das metas climáticas brasileiras.

"O mercado de carbono é um dos principais instrumentos para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. Além de criar sinais econômicos claros para direcionar investimentos, ele fortalece a competitividade do Brasil em uma agenda cada vez mais estratégica para o desenvolvimento global. Construir um mercado robusto, confiável e alinhado às melhores práticas internacionais é essencial para transformar o potencial brasileiro em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável", destaca Camilla Lott, diretora de Sustentabilidade Corporativa, Clima e Natureza da Vale.

Ao reunir representantes dos setores público e privado, o fórum reforçou a importância do diálogo contínuo para a construção de um mercado regulado de carbono capaz de promover segurança jurídica, integridade ambiental e eficiência operacional, consolidando o Brasil como um dos protagonistas da agenda global de descarbonização

B3 SA Brasil Bolsa Balcao published this content on July 01, 2026, and is solely responsible for the information contained herein. Distributed via Public Technologies (PUBT), unedited and unaltered, on July 03, 2026 at 13:40 UTC. If you believe the information included in the content is inaccurate or outdated and requires editing or removal, please contact us at [email protected]