Federal Government of Brazil

03/13/2026 | Press release | Distributed by Public on 03/13/2026 11:49

MME destaca potencial em minerais críticos e estratégicos e reforça papel nas cadeias globais

O Brasil reforçou o compromisso com o desenvolvimento sustentável das cadeias de minerais críticos e estratégicos durante o seminário internacional Beyond Extraction: Value Chains for Critical Minerals, realizado nesta quinta-feira (12/3), em Assunção, no Paraguai, durante as Reuniões Anuais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O evento reuniu representantes de governos, instituições financeiras internacionais, empresas do setor mineral e especialistas para discutir caminhos para ampliar a agregação de valor nas cadeias produtivas de minerais essenciais à transição energética global.

Representando o Ministério de Minas e Energia (MME), o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética no Setor Mineral, Gustavo Masili, participou do painel que debateu estratégias para que países produtores avancem além da simples extração de recursos minerais e ampliem sua participação nas etapas mais dinâmicas das cadeias globais de valor.

Durante a discussão, o MME destacou que o Brasil reúne condições singulares para desempenhar papel relevante no suprimento global de minerais fundamentais para tecnologias de baixo carbono, como baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas eletrônicos avançados.

"O Brasil possui vantagens importantes, como diversidade geológica, disponibilidade de recursos minerais relevantes e uma matriz energética predominantemente renovável, fatores que criam condições favoráveis para o desenvolvimento sustentável da cadeia de Minerais Críticos e Estratégicos", afirmou Masili.

O Brasil tem buscado estruturar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva mineral, com foco na ampliação do conhecimento geológico, no estímulo à inovação tecnológica, no desenvolvimento da transformação mineral e na atração de investimentos voltados à agregação de valor no território nacional.

Nesse contexto, a agenda brasileira para Minerais Críticos e Estratégicos tem sido construída com atenção às mudanças no cenário internacional, marcado pela crescente demanda por insumos essenciais à transição energética e pela busca de cadeias de suprimento mais resilientes e sustentáveis.

Durante o debate, foi ressaltado que, para países produtores como o Brasil e diversos países da América Latina e do Caribe, a soberania sobre os recursos minerais está diretamente relacionada à capacidade de definir suas próprias estratégias de aproveitamento desses recursos, decidir em quais etapas das cadeias de valor desejam participar e transformar suas vantagens geológicas em desenvolvimento econômico e tecnológico. Essa abordagem busca garantir que a exploração e o uso desses minerais contribuam para a geração de valor agregado, inovação industrial e desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que apoiam uma transição energética justa, inclusiva e ambientalmente sustentável.

Nesse sentido, fortalecer a participação dos países produtores nas cadeias globais de minerais críticos também significa ampliar sua voz na definição de padrões, estratégias e políticas que orientam essas cadeias, promovendo uma cooperação mais equilibrada entre produtores e consumidores no desenvolvimento das tecnologias associadas à transição energética.

O Brasil tem buscado dialogar com diferentes parceiros internacionais e instituições multilaterais para ampliar oportunidades de cooperação, inovação e desenvolvimento industrial no setor mineral. Essa estratégia procura valorizar o potencial geológico do país e estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas mais robustas, capazes de gerar emprego, inovação e desenvolvimento tecnológico.

A participação brasileira no seminário também reforçou a visão de que países produtores de recursos minerais têm papel fundamental na construção de cadeias globais mais equilibradas, nas quais o aproveitamento responsável dos recursos naturais possa contribuir para o desenvolvimento econômico, a diversificação industrial e a promoção de uma transição energética justa e sustentável.

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