09/25/2026 | Press release | Distributed by Public on 09/25/2026 11:12
Portugal é um dos países subscritores de um apelo internacional à criação de um enquadramento reforçado do desenvolvimento dos modelos de IA em torno de três pilares:
1. Protocolos de segurança transparentes por parte das empresas
2. Padrões comuns por parte de governos e organizações regionais, reforçando a transparência - incluindo sobre incidentes sérios de segurança - e garantindo que os países de todas as regiões disporão de acesso à capacidade científica, conhecimentos especializados e mecanismos de avaliação fiáveis.
3. Aposta nos mecanismos internacionais existentes, com a possibilidade de se explorar a criação de uma instituição internacional com capacidade para definir normas, fiscalizar e reagir quando forem ultrapassados determinados limiares de capacidade.
Este apelo, assinado pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, à margem da Assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, reconhece que a inteligência artificial é uma tecnologia extremamente poderosa e que tem o potencial de melhorar vidas, realizar avanços na ciência e fortalecer a economia, mas alerta também para o ritmo de desenvolvimento, capaz de superar a capacidade de gerir os riscos emergentes.
O documento, assinado por mais de 30 chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, evoca casos recentes em que de sistemas de IA altamente capazes acabaram por contornar mecanismos de proteção utilizados em testes, exploraram vulnerabilidades e obtiveram acesso não autorizado a sistemas do mundo real.
Perante os alertas lançados por cientistas e dirigentes empresariais de referência sobre o facto de o ritmo de desenvolvimento poder ultrapassar a nossa capacidade de gerir os riscos emergentes, os signatários referem que os governos e a sociedade têm de agir agora.