08/24/2026 | Press release | Distributed by Public on 08/24/2026 15:25
Brasília, 24/8/2026 - Começou, nesta segunda-feira (24), a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Até a próxima sexta-feira (28), 342 postos seguem disponíveis em todas as unidades da Federação para que familiares possam doar o material genético. A coleta é mais um recurso para a identificação e localização de pessoas desaparecidas.
Ao ser coletado, o DNA dos parentes possibilita a comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade seja desconhecida. Os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização.
Realizado por órgãos periciais oficiais, o procedimento não tem custo, é rápido e indolor. O profissional utiliza um cotonete na parte interna da bochecha para coletar a amostra. Não é necessário colher sangue.
"É um trabalho que o MJSP tem feito para estimular a coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas com o objetivo de ampliar a possibilidade de identificação de pessoas. ", disse o secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas, durante coletiva de imprensa, em Brasília (DF). "Estamos atuando nos 27 estados com oito postos de coleta a mais em relação ao ano passado", acrescentou.
Comparação de perfis genéticos
A partir da criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), em 2013, a iniciativa de comparar os perfis de familiares e pessoas desaparecidas resultou em 815 identificações. Com a necessidade de ampliar esse cenário, mobilizações nacionais passaram a ser realizadas a partir de 2021.
De 2013 até a primeira edição, 102 pessoas desaparecidas haviam sido identificadas. No entanto, em apenas três edições da mobilização (2021, 2024 e 2025), foram 112 identificações, mesmo sem mobilizações em 2022 a 2023.
A ampliação também pode ser observada na quantidade de perfis genéticos disponíveis para comparação atualmente. Desde 2021, o número de perfis de pessoas desaparecidas, vivas ou falecidas, inseridos nos bancos de dados da rede integrada aumentou de cerca de 3 mil para mais de 14 mil. Até julho de 2026, também foram cadastrados mais de 10 mil perfis genéticos de familiares.
"A gente vê a mobilização como uma possibilidade de resposta. Então, durante a semana, pedimos que os esforços sejam concentrados para avisar às pessoas, aos amigos, conhecidos e a quem tem um familiar desaparecido, para que doe o seu material genético", disse a técnica da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública do MJSP, Simone de Jesus.
Apesar da força-tarefa realizada durante a mobilização, não há prazo limite para a coleta. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. Contudo, é necessário ter um Boletim de Ocorrência registrado. Se não o tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.
Se a pessoa desaparecida vier a ser identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir disso, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.
Na prática
Para realizar a coleta de DNA, os familiares devem dirigir-se a um posto e apresentar um documento de identificação, bem como as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim. Quem já fez a coleta não precisa repetir o procedimento.
Recomenda-se que a doação seja realizada por familiares de primeiro grau, de preferência na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos biológicos - filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal.
Postos de coleta
Independentemente de onde ocorreu o desaparecimento, a doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta. Nesses casos, basta comunicar a situação aos profissionais para que a informação seja registrada. Se a pessoa tiver desaparecido em outro país, também é possível realizar a busca por meio da verificação em bancos de DNA internacionais.
Confira aqui os pontos oficiais de coleta.
Caso o familiar não possa comparecer a um dos pontos de coleta para realizar a doação, orienta-se entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie como viabilizar o procedimento.