09/28/2026 | News release | Distributed by Public on 09/28/2026 10:55
A candidata a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), número 6513, defende a criação de políticas públicas que garantam acompanhamento permanente às pessoas com deficiência e neurodivergências, inclusive depois da maioridade. Para ela, o cuidado oferecido pelo poder público não pode diminuir justamente quando crianças e adolescentes chegam à juventude e à vida adulta.
A proposta parte da convivência de Perpétua com mães atípicas e famílias que enfrentam diariamente os desafios relacionados ao autismo, à síndrome de Down e a outras deficiências e neurodivergências.
"Com muito respeito e amor, eu caminho lado a lado das mães atípicas e aprendo com elas os desafios de quem cria, cuida e vive o autismo, a síndrome de Down e outras deficiências e neurodivergências", afirma.
Para a candidata, ainda existe uma visão equivocada de que pessoas com deficiência permanecem eternamente crianças, o que contribui para que políticas e serviços públicos se concentrem nas primeiras fases da vida.
"Mas elas crescem, viram jovens e chegam à vida adulta como todo mundo. E é aí que as famílias ficam mais sozinhas. Quase não existe apoio nem terapias para jovens e adultos com deficiência", diz Perpétua.
Acre tem 13,2 mil pessoas diagnosticadas com autismo
Os números ajudam a dimensionar a importância da pauta no estado. Segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE, o Acre tinha cerca de 13,2 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,6% da população. O percentual era o maior entre os estados brasileiros.
No conjunto das deficiências, 59 mil acreanos com dois anos ou mais de idade, ou 7,3% desse contingente populacional, apresentavam algum tipo de deficiência. Entre eles, 32 mil eram mulheres e 27 mil homens.
Queda acentuada após a adolescência
Outro dado chama atenção para o que acontece à medida que as pessoas com TEA envelhecem.
O Acre registrava a maior taxa de escolarização de pessoas com autismo do país: cerca de 55%, acima da média brasileira de 37%.
Mas o índice muda fortemente conforme a idade. Entre pessoas com TEA de 6 a 14 anos, 96,3% estavam escolarizadas. Na faixa de 15 a 17 anos, eram 79,9%. Entre 18 e 24 anos, o índice caía para 28,17% e, a partir dos 25 anos, chegava a apenas 7,3%.
Os números se referem especificamente à escolarização e não medem diretamente o acesso a terapias ou serviços de saúde. Ainda assim, revelam uma redução expressiva da presença dessas pessoas em estruturas educacionais justamente depois da adolescência, período que Perpétua aponta como um dos principais desafios para as famílias.
"O poder público não pode terminar aos 18 anos"
Perpétua afirma que pretende levar essa pauta à Câmara dos Deputados por meio de projetos de lei e da articulação de políticas públicas permanentes.
"A responsabilidade do poder público não pode terminar aos 18 anos, né, gente? Por isso, eu vou propor políticas públicas, projetos de lei que acompanhem essas pessoas e eu vou acompanhar de perto", afirma.
A proposta é que pessoas com deficiência e neurodivergências tenham acesso a acompanhamento, inclusão e suporte nas diferentes etapas da vida, considerando também a realidade das famílias responsáveis pelos cuidados.
"Neurodivergências e deficiências têm em todas as fases da vida. Porque o cuidado tem que ser como o amor de uma família. É pra vida toda", resume Perpétua.
A pauta se soma a outras propostas apresentadas pela candidata ao longo da campanha, entre elas políticas para mulheres, juventude, geração de emprego, agricultura familiar e industrialização da produção acreana.
Nas eleições deste ano, Perpétua Almeida 6513 disputa uma vaga de deputada federal pelo PCdoB no Acre. O PCdoB integra a Federação Brasil da Esperança, formada também por PT e PV, e a coligação O Brasil Pronto Pra Mais, que reúne PSB, PDT e a Federação Psol-Rede. A composição da coligação nacional para as eleições de 2026 reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, Psol e Rede.