04/23/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/23/2026 03:38
Com a reforma laboral num impasse após nove meses de negociações entre Governo, Confederações Patronais e Sindicatos, o Presidente da República, reuniu-se esta quarta-feira, 22 de abril, com todos os parceiros sociais para abordar os novos desafios para a economia e o funcionamento do mercado de trabalho.
José António Seguro recebeu os Parceiros em audições individuais nas quais se abordaram temas como "o desajustamento das qualificações dos jovens face ao mercado de trabalho; a transformação motivada pela inteligência artificial; a plataformização do trabalho à escala global; a fixação e atração de jovens portugueses; a desigualdade salarial entre homens e mulheres; o aumento da competitividade das empresas portuguesas num mercado internacional em constante mutação e o crescimento salarial", refere a nota da Presidência.
Nestes encontros, o Presidente quis conhecer, em detalhe, a posição de cada um dos parceiros sociais sobre a possível alteração das leis laborais, processo que decorre há nove meses e "no qual o Presidente sempre manifestou o desejo de todas as partes se disponibilizarem para um diálogo construtivo, colocando os interesses do País em primeiro lugar", refere a mesma nota.
À saída da audiência, o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura afirmou que "ao fim de 200 horas de negociação, é o momento de cada um tomar a sua posição definitiva" sobre a reforma laboral, reiterando que a Confederação concorda com "a última versão do documento, também negociado com a UGT", uma vez que dá resposta "à falta de mão de obra" na agricultura.
Mendonça e Moura reconheceu que gostaria de ter ido mais longe, mas que a versão acordada é "um meio termo" e reflete a aproximação entre as posições do Governo, as Confederações e a UGT. "É um documento muito equilibrado, com o qual podemos viver", afirmou.
Fonte: CAP