09/02/2026 | News release | Distributed by Public on 09/02/2026 04:25
No 2.º trimestre de 2026, foram registadas 27,6 mil reclamações relativas a serviços de comunicações, mais 12% face ao mesmo período de 2025, confirmando a tendência de aumento do número de reclamações neste sector.
O sector postal foi o que registou o crescimento mais expressivo nas reclamações, com um aumento de 15%, totalizando 10,1 mil reclamações e representando 37% do total. Já os prestadores de serviços de comunicações concentraram 17,5 mil reclamações, correspondentes a 63% do total, refletindo uma subida de 10% em comparação com o segundo trimestre do ano anterior.
MEO permanece o prestador mais reclamado
A MEO foi o prestador mais reclamado em termos absolutos no período em análise, concentrando cerca de 6,5 mil reclamações, o equivalente a 37% do total. Foi também o prestador que registou o maior aumento do número de reclamações (+54%). Apesar desta evolução, continua a apresentar a taxa de reclamação mais baixa entre os principais prestadores, com 1,6 reclamações por 1000 clientes.
A NOS foi o segundo prestador mais reclamado, com cerca de 5,7 mil reclamações, correspondentes a 32% do total. O número de reclamações contra este prestador aumentou 27% face ao período homólogo. Entre os principais prestadores, é o que apresenta a taxa de reclamação mais elevada, com 2 reclamações por 1000 clientes.
Por sua vez, a Vodafone voltou a ser o único dos principais prestadores a registar uma redução do número de reclamações (-16%). Com cerca de 4,3 mil reclamações, representando 25% do total, foi também o prestador com o menor volume absoluto de reclamações entre os principais prestadores. A sua taxa de reclamação situou-se em 1,7 reclamações por 1000 clientes.
Destaca-se ainda a evolução da DIGI/NOWO, que registou uma redução de 53% face ao período homólogo. As reclamações contra este prestador representaram cerca de 5% do total, correspondendo a aproximadamente mil reclamações e a uma taxa de 2,2 reclamações por 1000 clientes.
Prestadores de menor dimensão registam os maiores aumentos
No 2.º trimestre de 2026, os CTT mantiveram-se como o prestador de serviços postais mais reclamado, concentrando cerca de 7,8 mil reclamações, o equivalente a 78% do total do setor. Face ao mesmo período de 2025, o número de reclamações aumentou 9%. Em termos relativos, este volume correspondeu a 0,8 reclamações por cada 10 000 envios postais.
A GLS destacou-se ao surgir, pela primeira vez, como o segundo prestador mais reclamado, com cerca de 700 reclamações, representando 7% do total. Foi também o prestador que registou o maior crescimento, com um aumento de 172% face ao período homólogo.
Seguiu-se a DPD, responsável por cerca de 600 reclamações, correspondentes a 6% do total. Entre os prestadores mais reclamados, foi a que registou o crescimento mais moderado, com um aumento de 5% face ao segundo trimestre de 2025.
A DHL também se destacou neste período, ao registar um aumento de 79% no número de reclamações. Com cerca de 300 reclamações, representou 3% do total das reclamações dirigidas aos prestadores de serviços postais.
Os utilizadores preferem o livro de reclamações eletrónico como meio de reclamação
O livro de reclamações eletrónico foi o principal canal utilizado para a apresentação de reclamações, concentrando 69% das reclamações apresentadas no segundo trimestre de 2026. Este canal registou um crescimento de 29% face ao período homólogo, reforçando a sua posição como meio preferencial de reclamação dos utilizadores. Em contrapartida, a utilização do livro de reclamações físico voltou a diminuir (-19%), representando apenas 27% do total de reclamações.
Pelo segundo trimestre consecutivo, o serviço de atendimento da ANACOM foi o canal que registou o maior crescimento (+34%), com cerca de 1,2 mil reclamações, correspondentes a aproximadamente 4% do total. Esta evolução ficou sobretudo a dever-se às reclamações relacionadas com interrupções e falhas de serviço provocadas por fenómenos meteorológicos extremos, cujos impactos se prolongaram no segundo trimestre do ano. Contribuíram, ainda, para este aumento as reclamações associadas à utilização indevida do nome da ANACOM em contactos fraudulentos, uma situação que também marcou o segundo trimestre de 2026.