01/09/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/10/2026 04:48
9 de janeiro de 2026| Filtro, Nos holofotes, Comunicado de imprensa
Antes da votação no Conselho sobre o Acordo Comercial UE-Mercosul, a Federação Europeia de Sindicatos da Alimentação, Agricultura e Turismo (EFFAT) reitera as suas fortes preocupações e a sua oposição ao acordo na sua versão atual. O Secretário-Geral da EFFAT, Enrico Somaglia, declarou:
"Este acordo com o Mercosul deixa os trabalhadores vulneráveis, a agricultura desprotegida e os direitos laborais inexequíveis, enquanto a Comissão oferece pouco mais do que uma redistribuição de fundos da UE já existentes para tranquilizar os agricultores face a choques previstos. Num contexto geopolítico desafiante, os acordos comerciais podem ser ferramentas importantes para trazer estabilidade. Contudo, sem medidas de salvaguarda robustas para os trabalhadores, correm o risco de se tornarem mais uma fonte de dumping social, desigualdade e concorrência desleal."
A oposição da EFFAT ao acordo deve-se principalmente às seguintes deficiências:
A EFFAT apela, portanto, aos Estados-Membros, à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu para que não avancem com um acordo que possa ter consequências negativas para setores essenciais da economia, como a agricultura e a alimentação. A assinatura do acordo não deve ocorrer enquanto não estiver garantida a proteção dos empregos e não houver um reforço significativo do respeito pelos direitos dos trabalhadores e pelos compromissos laborais.