06/19/2026 | Press release | Distributed by Public on 06/19/2026 11:10
Brasília, 19 de junho de 2026 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizaram, entre os dias 15 e 19 de junho, uma missão técnica em Brasília, Montes Claros e Rio de Janeiro, no Brasil, para conhecer avanços na vigilância, prevenção, diagnóstico, tratamento e controle das leishmanioses, além de discutir estratégias para acelerar a eliminação da leishmaniose visceral como problema de saúde pública nas Américas.
A agenda incluiu reuniões técnicas com representantes do Ministério da Saúde, especialistas e gestores estaduais e municipais, além de visitas a serviços de saúde, laboratórios de referência - como os da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) -, atividades de vigilância entomológica e ações de controle de reservatórios.
Durante a missão, também foram discutidas oportunidades para fortalecer a integração entre vigilância, atenção primária à saúde, assistência especializada, laboratórios de referência, saúde indígena e pesquisa científica, bem como iniciativas de inovação, pesquisa e estratégias regionais alinhadas ao Roteiro da OMS para Doenças Tropicais Negligenciadas 2021-2030 e ao Plano de Ação Regional para as Leishmanioses.
As leishmanioses estão entre as doenças tropicais negligenciadas prioritárias para a Região das Américas. O Brasil concentra a maior carga da doença da região, respondendo por cerca de 39% dos casos de leishmaniose cutânea e 92% dos casos de leishmaniose visceral registrados na região.
Nos últimos anos, o país alcançou importantes avanços na redução dos casos de leishmaniose visceral, resultado do fortalecimento das ações de vigilância, assistência e controle. Entretanto, desafios importantes permanecem, especialmente relacionados à coinfecção entre leishmaniose visceral e HIV e às elevadas taxas de letalidade.