O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, manifestou-se esta quinta-feira convicto de que a proposta de lei do Governo de alteração do Código do Trabalho vai ser votada e aprovada na generalidade amanhã e acusou o PS de estar a transformar-se numa "força de bloqueio à governação".No final da reunião do grupo parlamentar social-democrata, Hugo Soares foi questionado se considera que será possível chegar a um acordo com o Chega - partido com o qual estão a decorrer negociações - até à votação do diploma de revisão do Código do Trabalho, que será debatido hoje à tarde."Eu creio sinceramente que a proposta de reforma da legislação laboral será votada na sexta-feira e será aprovada para poder ser discutida na especialidade", respondeu.Tal como acontece neste tema, também na criação da Prestação Social Única (PSU), o PSD está a negociar a sua aprovação com o partido liderado por André Ventura, mas Hugo Soares responsabiliza o PS por essa opção."A verdade é que o PS se nega constantemente ao diálogo e está absolutamente radicalizado e a transformar-se, a querer transformar-se, numa força de bloqueio à governação e nós temos a responsabilidade de cumprir o mandato que nos foi conferido pelo povo", disse.Para o líder parlamentar do PS, "o mandato que o povo deu ao Grupo Parlamentar do PSD e à AD foi governar, e governar significa dialogar com quem quer dialogar".Hugo Soares voltou a sublinhar a importância do diploma, que classificou como "mais uma grande reforma que o Governo trouxe ao Parlamento"."A reforma da legislação laboral é essencial para darmos mais competitividade à nossa economia, com o objetivo de pagar melhores salários", disse.Quanto ao diploma da PSU, o líder da bancada do PSD não quis adiantar publicamente que alterações poderá o partido propor na fase da especialidade para "não prejudicar" as negociações que decorrem com o Chega.Hugo Soares classificou igualmente a PSU, que visa juntar 13 apoios sociais não contributivos, como "uma reforma muito importante para o país"."É a primeira vez que em Portugal se pode dizer efetivamente que ninguém vai perder dinheiro porque trabalha, ninguém vai ganhar mais dinheiro com subsídios sociais do que a trabalhar", disse.Por outro lado, defendeu que, ao introduzir a obrigatoriedade de os beneficiários terem de realizar uma "atividade solidária social", está-se também a contribuir "para a reintegração das pessoas no mercado de trabalho".