05/08/2026 | Press release | Archived content
Brasília, 8 de maio de 2026 - A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde do Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde de Pernambuco (SES/PE) e parceiros técnicos concluíram nesta quinta-feira (07/05) uma missão dedicada a avançar em ações conjuntas para eliminação do câncer de colo do útero. A agenda de trabalho teve como foco discutir a organização da linha de cuidado estabelecido pelo programa Útero é Vida. A expectativa é que essa experiência sirva de modelo para fortalecimento da estratégia nacional de eliminação da doença.
O programa Útero é Vida foi lançado em 2021, no marco do Termo de Cooperação Técnica 106 - firmado entre o Governo de Pernambuco, o Ministério da Saúde e a OPAS. A estratégia é composta por três pilares: ampliação a cobertura de vacinação contra HPV; expansão do rastreamento organizado para garantir diagnóstico em tempo oportuno; e organização do seguimento, tratamento e continuidade do cuidado.
As atividades da missão começaram na capital pernambucana, Recife, nos dias 4 e 5 de maio. Depois, seguiram em Brasília de 6 a 7 de maio.
A agenda foi estruturada para abordar os principais pontos: o primeiro tratou da governança e da articulação nacional, com foco na implementação do rastreamento organizado do câncer do colo do útero, em diálogo com diversas áreas do Ministério da Saúde; o segundo destacou o papel do Conselho Consultivo do programa Útero é Vida, visto como instância estratégica para coordenar ações no território e potencialmente replicar o modelo de Pernambuco em outros territórios; e o terceiro ponto abordado foi sobre monitoramento, avaliação e sustentabilidade das ações, com ênfase na definição de indicadores, qualificação de registros, integração de sistemas de informação e uso de soluções digitais para apoiar a tomada de decisões.
Outro ponto relevante foi o debate sobre o uso do teste de DNA-HPV como base para o rastreamento organizado do câncer de colo do útero. Essa tecnologia que vem sendo incorporada pelo Brasil como parte do novo modelo de detecção da doença permite identificar a presença do papilomavírus humano (HPV) antes do surgimento de lesões ou câncer em estágio inicial. A OPAS colaborou com o Ministério da Saúde na validação clínica e no monitoramento do teste nacional, que foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
A agenda contou com a contribuição dos seguintes parceiros: Hospital Israelita Albert Einstein, Grupo Mulheres do Brasil, Instituto Lado a Lado pela Vida, Beneficiência Portuguesa e Hospital Moinhos de Vento.