01/13/2026 | Press release | Distributed by Public on 01/13/2026 13:17
LA PAZ - O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) e as autoridades bolivianas anunciaram um pacote de US$ 4,5 bilhões para o período 2026-2028, destinado a apoiar a agenda de reformas do novo governo para estabilizar a economia, retomar o crescimento e ampliar a geração de empregos. O acordo inclui financiamento direcionado para proteção social, investimento privado, infraestrutura, apoio orçamentário e mobilização de capital. O volume representa quase seis vezes o desembolso do Banco em igual período anterior para a Bolívia.
O presidente Ilan Goldfajn reafirmou o apoio do Grupo BID às reformas de estabilização e crescimento durante uma visita histórica - a primeira de um presidente do banco ao país em 15 anos. A visita marca uma nova fase de colaboração, com foco em enfrentar os desafios atuais e estabelecer as bases para um crescimento sustentável.
"Estamos aqui para apoiar a Bolívia na promoção de um crescimento que beneficie toda a população", disse Goldfajn. "A estabilização é essencial, mas não suficiente. O crescimento duradouro depende de um esforço compartilhado, inclusive do setor privado."
"Recebemos com otimismo o apoio e a visita do Banco Interamericano de Desenvolvimento ao nosso país. Concordamos plenamente que a estabilização econômica é apenas o primeiro passo; o verdadeiro desafio reside na construção de um modelo de crescimento sustentável e equitativo que alcance todos os lares bolivianos e se traduza em obras públicas, infraestrutura, saúde, educação e empregos", afirmou o presidente boliviano Rodrigo Paz.
No primeiro ano, o Grupo BID prevê desembolsar cerca de US$ 2 bilhões para apoiar um programa de estabilização que protege os segmentos mais vulneráveis da população e contribui para restaurar a estabilidade macroeconômica. As ações imediatas incluem financiamento direto para transferências de renda a famílias de baixa renda. Isso faz parte de um esforço multilateral coordenado para apoiar a consolidação fiscal, ao mesmo tempo em que se protege a população mais vulnerável.
O Grupo BID também apoia a agenda Bolivia Crece, voltada a acelerar a recuperação econômica e atrair investimentos. O programa concentra-se na remoção de gargalos, no aumento da produtividade e no avanço de reformas com custo fiscal limitado. Inclui apoio à capacidade de execução, reformas regulatórias e investimentos prioritários em mineração, energia, agronegócio e turismo, juntamente com iniciativas para fortalecer o comércio e a logística no Corredor Bioceânico Sul, no âmbito do programa estruturante do Grupo BID, Conexão Sul.
Além do financiamento, o Grupo BID aporta capacidade técnica, mais de 65 anos de experiência e soluções práticas acumuladas na América Latina e no Caribe para apoiar a agenda da Bolívia. Como parte desse esforço, o BID está destinando até US$ 4,5 milhões em recursos não reembolsáveis de assistência técnica para fortalecer a preparação de projetos e a fase de pré-investimento de iniciativas prioritárias, inclusive no âmbito do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social (PDES), ampliando o acesso a financiamento público e privado e acelerando a execução.
Com espaço fiscal limitado, a estratégia depende do esforço de todos, inclusive do setor privado. O BID Invest, braço do setor privado do Grupo BID, ampliará sua carteira na Bolívia em vinte vezes, com investimentos de até US$ 450 milhões nos próximos três anos em agronegócio, infraestrutura, indústria e inclusão financeira. As reformas de apoio incluem operações aduaneiras 24 horas em Santa Cruz, simplificação de procedimentos para facilitar investimentos, expansão do BID Pago para pagamentos digitais e formalização, e simplificação do registro de empresas.
Para viabilizar esse avanço, o Grupo BID e a International Finance Corporation (IFC) irão mobilizar investimento privado em escala, apoiando empresas locais competitivas e projetos em mineração, agronegócio, turismo, energia, infraestrutura sustentável, inclusão financeira e manufatura de maior valor agregado. Em paralelo, o Grupo BID discute formas de avançar na cooperação com a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) para mobilizar capital privado e apoiar projetos de alto impacto em diversos setores.