06/05/2026 | Press release | Distributed by Public on 06/05/2026 08:07
Brasília, 3 de junho de 2026 - Há evidências científicas contundentes e cada vez mais numerosas de que a mídia pode desempenhar um papel significativo em fortalecer ou minar os esforços para prevenção do suicídio. Nesse sentido, uma comunicação responsável é fundamental para abordar esse problema de saúde pública complexo, mas prevenível, e proteger milhares de vidas.
Para contribuir com os esforços de prevenção do suicídio, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil, realizou nos dias 1 e 2 de junho, em Brasília, uma oficina técnica com cerca de 40 pessoas, de diversas origens e áreas de atuação. O objetivo foi discutir as melhores formas de comunicar sobre essa questão de saúde pública que tem consequências sociais, emocionais e econômicas de amplo alcance e que atinge a todos os povos e culturas.
Ao longo da oficina - intitulada "Comunicação responsável: fazendo a diferença na prevenção do suicídio" - foi criado um espaço de formação, troca e escuta entre profissionais de comunicação, trabalhadores de saúde, lideranças comunitárias e criadores de conteúdo que atuam em diferentes contextos, reconhecendo o papel fundamental da mídia, das redes e das lideranças territoriais na redução do estigma e na promoção da busca por cuidado.
Estima-se que, atualmente, mais de 700 mil pessoas tirem a própria vida a cada ano no mundo, sendo mais de 100 mil delas nas Américas - única região do mundo onde a taxa de suicídio aumentou (17%) desde o ano 2000.
Considerando os números preocupantes, a OPAS lançou no ano passado uma iniciativa para reverter essa tendência, oferecendo aos países intervenções práticas e baseadas em evidências em três áreas prioritárias. Uma delas é colaborar com profissionais da mídia para sensibilizar e reduzir o estigma em relação ao suicídio, no âmbito de um projeto que tem sido realizado em três países: Brasil, Guiana e México.
No Brasil, a oficina realizada pela OPAS e o Ministério da Saúde tratou de temas como evidências científicas sobre o papel da mídia na prevenção do suicídio, recomendações sobre o que fazer e não fazer para comunicar de forma responsável, autocuidado, segurança, diversidade e construção coletiva de orientações adaptadas às diferentes realidades do país.
Tendo em vista que cada morte por suicídio afeta diretamente a muitas outras pessoas, também foi abordada a importância do acolhimento, respeito e apoio aos sobreviventes enlutados - familiares, amigos, colegas e outras pessoas próximas que sofrem impacto emocional, psicológico e social da perda de um ente querido.
O próximo passo é usar as contribuições dos participantes na oficina para avançar em guias de comunicação e mensagens que contribuam para conscientizar diferentes audiências, expliquem como ajudar e obter ajuda e estimulem o bem-estar mental e emocional das pessoas, com foco na esperança e na recuperação.