10/23/2025 | Press release | Distributed by Public on 10/23/2025 12:46
O Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Amazônia Ocidental conseguiu a aprovação de 60 trabalhos no 33º Congresso Brasileiro de Microbiologia, que será realizado de 25 a 28 de outubro de 2025, em Aracaju (SE). Vinte e quatro pesquisadores do grupo de pesquisa 'AmazonMicro - Microbiota Amazônica para o desenvolvimento de produtos e processos' submeteram dois resumos cada para a comissão avaliadora e todos foram aceitos para apresentação, sem solicitações de correção ou ajustes.
Os trabalhos referem-se a pesquisas sobre a microbiota da Amazônia, com estudos e análises sobre diversos microrganismos, como fungos e bactérias, que vivem na floresta amazônica e suas aplicações em áreas como saúde, biotecnologia e agricultura
Em congressos desse porte, cada trabalho precisa ser inédito, sem repetição de informações. Mesmo diante desse desafio, o grupo conseguiu aprovação integral em 60 resumos distintos, mostrando não apenas o volume de pesquisas realizadas, mas também a qualidade científica que caracteriza os trabalhos do laboratório.
Pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Biologia Molecular
Os trabalhos apresentados no congresso fazem parte de projetos como 'MicroBioma Amazônico: Diversidade Microbiana, Bioprospecção e Resiliência frente às Mudanças Climáticas', 'Preenchendo as lacunas de conhecimento sobre microbiota amazônica' e 'Rede Amazônica para Desenvolvimento de Insumos Biológicos destinados à Agricultura Sustentável e Biorremediação', que estão em execução no Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Amazônia Ocidental, e são desenvolvidos em parceria com Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Os três projetos recebem recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os projetos são desenvolvidos pelo grupo de pesquisa 'AmazonMicro - Microbiota amazônica para o desenvolvimento de produtos e processos'. À frente desse grupo, o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Dr. Gilvan Ferreira ressalta que "o laboratório tem se dedicado não apenas a gerar conhecimento científico de ponta, mas também a incentivar a formação de novos pesquisadores. Esse resultado reflete o empenho dos alunos, bolsistas e técnicos que atuam conosco, e mostra como a microbiota amazônica tem potencial para contribuir com a ciência e com soluções práticas para a sociedade".
Os resultados preliminares das pesquisas revelam a produção de substâncias naturais que podem servir de base para remédios, cosméticos e outros produtos. Além disso, têm contribuído também com informações aplicadas à agricultura, contribuindo para o desenvolvimento de bioinsumos, que são produtos biológicos que ajudam a proteger as plantas contra doenças reduzindo o uso de químicos, tornando o cultivo mais saudável e sustentável.
Descoberta de novas espécies
Entre os trabalhos selecionados está o da pesquisadora Sabrina Sinara, bolsista na equipe do Laboratório de Biologia Molecular. Em um deles, ela analisou 74 linhagens de fungos do gênero Paecilomyces (fungos que vivem no solo e em plantas) e descobriu que quatro podem ser espécies novas, ainda não conhecidas pela ciência. "Apresentar esses resultados em um congresso nacional reforça a relevância do que estamos produzindo no laboratório. A microbiota da Amazônia, que é o conjunto de microrganismos como fungos e bactérias que vivem na floresta, ainda guarda uma enorme diversidade a ser conhecida. Cada novo microrganismo que identificamos pode trazer substâncias ou genes com potencial para gerar soluções úteis na saúde, na biotecnologia e na agricultura", afirma Sabrina, que integra o projeto 'Rede Amazônica para Desenvolvimento de Insumos Biológicos destinados à Agricultura Sustentável e Biorremediação'.
Essas pesquisas mostram como os microrganismos da Amazônia podem ser muito úteis para a ciência e para o dia a dia. Esses microrganismos, como fungos e bactérias, foram identificados a partir do DNA, o que ajuda a saber exatamente quais espécies existem na floresta.