05/20/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/20/2026 08:18
A ação reúne 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes dos cursos de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional
Com o objetivo de fortalecer o atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência sexual na Rede Pública de Saúde, teve início no dia 18 de maio, em Rondônia, o projeto "Vivência do Madeira: território, SUS, participação social e rede intersetorial no enfrentamento da violência contra a mulher". A ação reúne 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes dos cursos de medicina, enfermagem, psicologia e terapia ocupacional, em uma imersão voltada à qualificação do acolhimento, da escuta e da atuação integrada da rede de proteção. A programação segue até o próximo domingo (24), com atividades em Porto Velho e na comunidade de São Carlos.
Durante a vivência, os participantes interagem com agentes da rede de atendimento e proteção à mulher em situação de violência, promovendo debates sobre humanização no atendimento em saúde, ética, comunicação sensível, políticas públicas e atuação intersetorial.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa fortalece a rede de atendimento e amplia o cuidado humanizado às mulheres vítimas de violência. "Ações como essa, expressam o compromisso social e institucional no enfrentamento das violências e na defesa da vida de mulheres e crianças", salientou.
Durante as apresentações iniciais, os participantes foram convidados a dizer seus nomes e compartilhar uma palavra que os representasse. Entre as expressões citadas, estavam: determinação, força, cuidado, acolhimento, entusiasmo, persistência, perseverança, coragem, descoberta, esperança, gratidão, foco, servir, ativismo, legado e expansão - palavras que também passaram a simbolizar o espírito da vivência. Ao longo das apresentações, os profissionais e futuros profissionais demonstraram sensibilidade diante da temática, reforçando o compromisso com a construção de um atendimento cada vez mais humanizado na saúde.
Comunicação ética no enfrentamento à violência contra a mulher é um dos temas abordados.
A programação também aborda a comunicação ética e sensível sobre violência contra a mulher, discutindo o peso das palavras na vida das vítimas, o papel da sociedade na proteção das mulheres nas redes sociais, a prevenção da revitimização, o uso inadequado de imagens e abordagens que ainda culpabilizam mulheres em situação de violência pelo sofrimento vivido.
CONSTRUÇÃO DE REDES DE CUIDADOS
A coordenadora do projeto, Patrícia Queiroz, explicou que a proposta da vivência vai além da formação técnica. "Nosso objetivo é promover uma experiência coletiva de reflexão, escuta e construção de redes de cuidados a partir das realidades amazônicas."
A iniciativa conta com a participação de representantes da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec), Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), Instituto Estadual de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro) , Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (Alero), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), além de acadêmicos e profissionais das áreas de medicina, psicologia e enfermagem de Porto Velho, Cacoal, Vilhena e Manaus (AM), fortalecendo o debate sobre inclusão, diversidade e acessibilidade nos espaços de formação em saúde.
O projeto reuniu 33 viventes, entre profissionais da saúde e estudantes
O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, ressaltou que a qualificação permanente dos profissionais é fundamental para garantir assistência adequada às vítimas. "Discutir o enfrentamento à violência contra mulheres e crianças é também fortalecer o Sistema Único de Saúde, aprimorar fluxos e garantir que o acolhimento aconteça de forma segura, ética e humanizada em toda a rede pública de saúde."
ENCONTROS INTEGRADORES
A vivência promove debates sobre território, violência, saúde mental, governança, políticas públicas e intersetorialidade, reunindo diferentes olhares e experiências na construção coletiva do cuidado. Com rodas de conversa, oficinas, encontros integradores, cartografias sociais e visitas de campo, a "Vivência do Madeira" também aproxima os participantes das realidades amazônicas, estimulando reflexões sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em diferentes territórios e fortalecendo a atuação da rede pública de saúde no enfrentamento às violências.
ENTRE NO GRUPO DE WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO