04/14/2026 | Press release | Distributed by Public on 04/14/2026 08:07
Em encontro com dirigentes da União Geral dos Trabalhadores, nesta segunda-feira (13/4), em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a redução da jornada de trabalho. "É uma tendência mundial à medida em que com a tecnologia você faz mais com menos gente" afirmou. Segundo ele, o debate da redução da jornada e fim da escala 6x1 deve respeitar as especificidades de alguns setores.
"O que nós precisamos é sempre verificar as especificidades, porque não é tudo igual: empresa grande, média, pequena. Nessa discussão, verificar algumas áreas que talvez precisem de tratamento especial. Mas é uma luta correta que o mundo inteiro está fazendo e que o Presidente Lula tem compromisso, com a questão da jornada do trabalho", afirmou o vice-presidente.
Alckmin também ressaltou o projeto do Governo Federal que isentou o Imposto de Renda para quem ganha R$ 5 mil e redução para salário de até R$ 7,35 mil. "Essa é uma política pública corretíssima. O Imposto de Renda tem que ser proporcional à renda. Não era possível quem ganhava R$ 4.500 pagar a alíquota máxima. Uma barbaridade. Então o Presidente Lula foi corretíssimo", disse
O vice-presidente do Brasil participou também da abertura do 3º Summit Connect Infra, promovido pela Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA) e pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI). E, no final do dia, esteve no Smart Talks - Especial sobre "Indústrias e Portos: a Infraestrutura que Move o Brasil".
Ao setor produtivo, Alckmin avaliou como corretas as medidas do Governo Federal para conter o impacto da alta dos combustíveis. "Nós não temos o condão de parar a guerra, mas temos que minimizar os seus efeitos para a população e para a economia brasileira", afirmou. "O presidente Lula fez o correto: vou tentar primeiro garantir abastecimento. A outra é evitar o impacto tão grande do preço".
O vice-presidente ressaltou ainda a importância da infraestrutura para o crescimento econômico do País. "Comércio exterior é desenvolvimento. Para isso, precisamos ter boa infraestrutura. Precisamos de planejamento, com segurança jurídica, projetos e parcerias, para melhorar a infraestrutura do nosso país", afirmou.
Também destacou a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia. "Dia 1 de maio entra em vigor provisória o Acordo Mercosul-União Europeia, que é o maior acordo entre blocos do mundo. São 720 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares de mercado. É o maior acordo do mundo, aguardado há 25 anos. E num momento muito necessário. Momento difícil, conturbado, de protecionismo. É um gesto para o mundo do Mercosul e da União Europeia mostrando que é possível ter multilateralismo, ter livre comércio e ter regras de comércio seguindo a OMC", disse.
Além do Acordo Mercosul-UE, Alckmin destacou a conclusão dos acordos Mercosul-Singapura e Mercosul-EFTA. "E devemos crescer agora nas linhas de preferência: Índia, Canadá, México. E estamos discutindo Emirados Árabes", concluiu.