07/21/2026 | Press release | Distributed by Public on 07/21/2026 15:29
Muitos dos incêndios registrados nesta época do ano têm origem em ações humanas que poderiam ser evitadas. Por isso, produtores rurais, moradores de áreas urbanas e comunidades localizadas próximas à vegetação devem redobrar a atenção.
Diante desse cenário, bombeiros militares que integram a Força Nacional de Segurança Pública alertam para a importância da prevenção e reforçam medidas simples que podem evitar o surgimento de focos de incêndio e reduzir seus impactos.
Agentes da Força Nacional em ação contra o fogo. Foto: Acervo/MJSPCuidados no campo ajudam a prevenir incêndios
Segundo o cabo do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e integrante da Força Nacional, Jefferson Castro, a prevenção no meio rural começa com o manejo adequado da propriedade.
"Durante o período de estiagem, recomendamos suspender o uso do fogo, inclusive em queimadas controladas e previamente autorizadas. As condições climáticas típicas da estiagem favorecem a perda do controle das chamas, aumentando o risco de incêndios de grandes proporções", explica.
Segundo ele, outra medida é a manutenção preventiva dos aceiros, uma vez que essas faixas de terra livres de vegetação funcionam como barreiras naturais, dificultando o avanço do fogo e protegendo cercas, lavouras, reservas ambientais e benfeitorias das propriedades rurais.
Castro também destaca a importância de realizar inspeções frequentes em tratores, colheitadeiras e demais máquinas agrícolas. "Escapamentos sem manutenção ou equipamentos que produzam faíscas podem provocar incêndios ao entrarem em contato com a vegetação seca. O uso de abafadores de faíscas e a manutenção preventiva reduzem esse risco", enfatiza.
O bombeiro orienta que, quando possível, técnicas como a roçagem mecânica e o pastoreio rotacionado substituam o uso do fogo no manejo da vegetação durante os meses de estiagem.
Áreas urbanas também exigem medidas de prevenção
Para o tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e integrante da Força Nacional de Segurança Pública, Claudemir Farias, a conscientização da população é essencial para reduzir a ocorrência de incêndios nas áreas urbanas e de transição entre cidades e vegetação.
"A queima de lixo, folhas secas ou resíduos domésticos deve ser evitada. Além de configurar crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/1998, essa prática pode provocar incêndios em terrenos baldios e colocar em risco residências, áreas de preservação e propriedades vizinhas", alerta.
Farias chama a atenção para o descarte inadequado de bitucas de cigarro. "Por exemplo, jogar cigarros acesos pelas janelas dos veículos ou às margens de rodovias pode iniciar incêndios, já que a vegetação seca presente nos acostamentos funciona como combustível", ressalta.
O especialista enfatiza ainda que objetos aparentemente comuns também podem representar perigo. "Garrafas de vidro, frascos e até algumas latas descartadas irregularmente em áreas de vegetação podem concentrar a incidência dos raios solares e favorecer o surgimento de focos de incêndio", afirma.
Outro ponto de atenção é a soltura de balões. Além de ser uma prática ilegal, eles colocam em risco a aviação civil e podem cair acesos sobre florestas, áreas de vegetação e zonas urbanas, provocando incêndios.
Prevenção exige participação da população
De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima e integrante da Força Nacional de Segurança Pública, Weneson Reis, o combate aos incêndios florestais depende da atuação integrada dos órgãos públicos, das forças de segurança e da sociedade.
"As equipes estão preparadas para atuar quando necessário, mas nenhuma ação é tão eficiente quanto a prevenção. Pequenas atitudes adotadas pela população fazem toda a diferença para evitar que um foco de incêndio se transforme em um incêndio de grandes proporções", ressalta o bombeiro.
O oficial reforça que adotar práticas seguras, respeitar a legislação ambiental e comunicar rapidamente qualquer princípio de incêndio contribui para proteger vidas, preservar o meio ambiente e reduzir os prejuízos econômicos e sociais causados pelo fogo. "Prevenir incêndios é uma responsabilidade compartilhada. Cada cidadão pode contribuir com atitudes conscientes que ajudam a preservar o patrimônio natural e a proteger vidas", enfatiza Weneson.
Viu fumaça ou fogo? Saiba o que fazer
• Mantenha a calma e afaste-se da direção do vento e da fumaça.
• Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
• Denuncie queimadas ilegais aos órgãos ambientais competentes ou à Polícia Militar, pelo telefone 190