05/01/2026 | Press release | Distributed by Public on 05/01/2026 02:01
É através do trabalho que cada um de nós constrói a sua vida, afirma a sua dignidade e contribui para a comunidade em que se insere. Por isso, o 1.º de Maio não é apenas uma data no calendário. É igualmente a afirmação de que a dignidade do trabalho é inseparável da dignidade humana.
Este ano, o Dia do Trabalhador encontra-nos num tempo de muitas inquietações.
As guerras na Europa e noutras regiões do mundo. Desaceleração económica e aumento do custo de vida. A inflação corrói o salário antes de ele chegar ao fim do mês. A inteligência artificial e a robótica estão a transformar o mundo do trabalho a uma velocidade que nenhuma geração anterior conheceu. E a precariedade instalou-se em demasiados contratos, em demasiadas vidas, como se fosse uma inevitabilidade.
A história ensina-nos que os trabalhadores já enfrentaram antes momentos assim. E que a resposta nunca foi a resignação - foi a organização, a exigência e a luta por direitos. Foi exatamente isso que construiu as sociedades mais justas que conhecemos. Foi exatamente isso que está na origem desta data.
Os desafios de hoje são novos na forma, mas familiares na essência. A experiência revela que as decisões políticas podem moldar os resultados. A tecnologia depende da regulação e como distribuímos os seus benefícios. A precariedade não é uma lei da natureza. E o trabalho tem de compensar - tem de pagar a renda, a alimentação e o futuro dos filhos.
Neste 1.º de Maio, a data é comemorada por mulheres e homens que acordam todos os dias para ir trabalhar. Fazem-no com orgulho, muitas vezes com sacrifício, quase sempre com a esperança de que o esforço de hoje se traduz numa vida melhor amanhã.
É por eles que esta data existe. É por eles que esta data continua a ser necessária.
A todos os trabalhadores portugueses, em Portugal ou na diáspora, o meu reconhecimento e o meu respeito. E a minha determinação de que esta Presidência nunca estará indiferente às vossas causas. Nunca aceitarei em silêncio que quem trabalha não consiga viver com dignidade.
Bom 1.º de Maio.