03/03/2026 | Press release | Distributed by Public on 03/03/2026 14:23
O Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo de Pista e Estrada terminou neste domingo (1º), em Indaiatuba (SP), após cinco dias de competição, que tiveram início em 25 de fevereiro com as provas de pista, e foram concluídos com as disputas de resistência na estrada. O evento reuniu mais de 200 atletas de 14 países do continente e reforçou o Brasil como sede de competições internacionais relevantes no calendário da modalidade.
O secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, que esteve na competição, ressaltou a importância do evento para o Brasil. "A Confederação Brasileira de Ciclismo é um dos parceiros essenciais do ministério. Esse é um evento internacional, mais um sediado no Brasil. Há outro aspecto muito interessante. Nele garantimos duas vagas para as Paralimpíadas de Los Angeles em 2028, uma no masculino e uma no feminino."
Fábio Araújo destacou ainda a surpresa obtida com o desempenho da campeã paralímpica do atletismo Jerusa Geber. A lenda acreana conquistou duas medalhas de ouro - ambas nas provas de pista (1 km contrarrelógio classe B e revezamento por equipes com piloto) - e uma de prata, na prova de resistência da estrada (classe B). "Essa transição de modalidades é muito importante. Esse evento tem sido algo primordial para que alguns atletas possam saber como eles se portam em provas de outras modalidades", completou o secretário.
Entre os resultados da prova de resistência, a classe MC2 registrou domínio brasileiro, com as três primeiras colocações no pódio. Edson Fernando Jorge levou o ouro ao completar as 11 voltas em 1h20min57s. Roberto Franco Neto terminou na segunda posição, com o mesmo tempo na disputa definida no sprint final. O bronze ficou com Paulo Santana dos Santos, que cruzou a linha de chegada em 1h21min03s.
Na handbike masculina, pela classe MH3, Eduardo Ramos Pimenta confirmou o título após completar as 14 voltas em 1h53min26s, em uma das categorias mais concorridas do programa de provas. A segunda colocação ficou com o venezuelano Richard Leandro Espinoza Balza, que registrou 1h56min30s. O chileno Sebastian Morales Jaureguiberry garantiu o terceiro lugar ao concluir a prova em 1h57min50s.
Na classe WC2 feminina, Sabrina Custódia conquistou a medalha de bronze após uma corrida marcada por adversidades. A vitória ficou com a colombiana Daniela Carolina Munevar Florez, que completou as 10 voltas em 1h19min56s, seguida pela mexicana Gilda Andrea Ramirez, com 1h27min26s. Sabrina terminou com 1h26min31s, depois de enfrentar três problemas mecânicos ao longo da prova e precisar parar para ajustes em momentos distintos da corrida.
"Foi uma prova muito difícil. Tive três problemas mecânicos em momentos diferentes e precisei parar para resolver. Isso tira a gente do ritmo e compromete a estratégia, mas em nenhum momento pensei em abandonar. Fiz uma corrida de recuperação, buscando volta a volta diminuir a diferença. Foi uma disputa intensa com atletas muito fortes, e sair daqui com o bronze, mesmo com tudo o que aconteceu, me deixa feliz e motivada para seguir evoluindo", afirmou Sabrina.
Entre os estrangeiros, um dos principais destaques do dia foi o colombiano Carlos Andrés Vargas Villanueva, vencedor da categoria MC5. Ele completou as 18 voltas em 1h58min07s e cruzou a linha de chegada com vantagem superior a cinco minutos sobre o segundo colocado, seu compatriota Edwin Fabian Matiz Ruiz, que registrou 2h03min47s. O argentino Ignacio Arnau ficou em terceiro com 2h03min50s.
O coordenador de paraciclismo da Confederação Brasileira de Ciclismo, Edilson Alves "Tubiba", ressaltou o esforço coletivo para a realização do evento. "A Confederação Brasileira de Ciclismo agradece a presença de todas as delegações que confiaram no Brasil para a realização deste Campeonato Pan-Americano. Trabalhamos para entregar uma competição organizada, segura e dentro dos padrões internacionais. Ficamos satisfeitos com o nível técnico apresentado e com o intercâmbio proporcionado entre os países do continente", declarou.
No quadro geral de medalhas das provas de estrada, o Brasil encerrou a competição na primeira colocação, com 29 medalhas de ouro, 29 de prata e 27 de bronze, totalizando 85 pódios. A Colômbia terminou em segundo lugar, com 13 ouros, quatro pratas e dois bronzes, somando 19 medalhas. O México ficou na terceira posição, com seis ouros, seis pratas e uma medalha de bronze, alcançando 13 no total. A classificação final considera como critério principal o número de medalhas de ouro.